Queluz

Município de  pequeno porte  (11.894 habitantes, 2014), baixa densidade demográfica (47,6 habitantes por km2; Estado de São Paulo – 171,92), urbanização relativamente alta (82,02%) e discreto predomínio masculino da população, que é jovem em comparação ao Estado e região. A análise das pirâmides demográficas (Acesse o Infográfico) mostra o acompanhamento da tendência nacional de redução da fecundidade e mortalidade infantil, e aumento da expectativa de vida.  A taxa geométrica de crescimento da população de 2010 a 2015 foi bastante elevada  (1,31a.a), maior do a Região e o Estado (0,87aa). A renda per capita, (R$ 451,53) no entanto, é  inferior ao valor da região e do Estado   (R$ 853,75) e  32,5% dos domicílios, segundo o Censo de 2010, possuíam renda de até 1/2 salário mínimo. A taxa de analfabetismo (6,52%) é maior do que a do Estado (4,33) e da região.  A população é jovem e cresce, o que implica em demandas também crescentes para a rede de serviços de saúde.

Na análise do índice de responsabilidade social (IPRS) calculado pela Fundação Seade, Queluz foi classificado em 2012 no grupo 5 (municípios mais desfavorecidos, tanto e riqueza quando nos indicadores sociais em relação aos demais municípios paulistas) Possuía IDHM 0,722 em 2010 (para comparação, o IDH do Estado era 0,783).

Dados: Fundação Seade, Perfil municipal. http//www.imp.seade.gov.br Consulta em 22 de novembro de 2015

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PLANEJAMENTO

TERRITÓRIO

Uso do solo

CIDADE

LOCALIDADES

CULTURA, IDENTIDADES E CONEXÕES

Em Queluz a identidade regional da migração e fronteira se materializa no Pico dos Três Estados: ali, a 2.656m de altura, se encontram os Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. A Serra Fina, onde o Pico se localiza, é, segundo o site Adamu Trekking , “Uma travessia de tirar o fôlego em todos os sentidos”- grau de dificuldade alto, paisagens únicas e a visão de inúmeras cidades do Vale do Paraíba, Sul de Minas e Grande Rio. Para os valentes!

A história colonial deixou sua marca no nome da cidade. A imagem do palacete não ilustra um patrimônio do município, mas da terra mãe, Portugal. No Solar de Queluz nasceu e morreu D. Pedro I (1798-1834) e a escolha do nome da cidade, fundada em 1876, procurava conectar esse significativo núcleo cafeeiro à família imperial.  O palácio de Queluz, considerado a  versão portuguesa do Palácio de Vensailles, é um monumento nacional e conta o blog ‘As 21 maravilhas de Portugal‘: ” É claro que a monarquia também havia de se interessar por Queluz, resolvendo fincar moradia num palácio onde são notáveis as extravagâncias ao estilo do Versailles francês. Essa extravagância, misturada com os gostos de D. João VI e Carlota Joaquina (princesa do Brasil), D. Pedro IV (1º Imperador do Brasil) e as maluquices de D. Maria I, a louca, estão presentes nesse palácio onde são notáveis as mudanças feitas por esses ilustres moradores através dos seus reinados”.

A ponte de Queluz é e conta história. A atual ponte foi construída um pouco acima da ponte metálica dinamitada durante a Revolução de 1932 e lembra a participação dos municípios do Vale do Paraíba neste conflito desigual, breve e que custou à região a perda de muitas vidas. Nessa ilustração a bico de pena realizada por José Carlos Ferreira Maia (Tom Maia) e obtida do primeiro capítulo do livro ‘1932: Os Deuses estavam com sede’, de Antonio de Andrade, outro valor regional: os memorialistas. Com eles o Vale constrói sua identidade heróica.

Fotografia: http://www.editora-opcao.com.br/ada69.htm