Silveiras

Município de pequeno porte (5.998 habitantes, 2015), baixa densidade demográfica (14,46 habitantes por km2; Estado de São Paulo – 173,42), baixa urbanização em relação ao Estado e Região (51,35%) e, como ocorre nos municípios que ainda apresentam certo grau de ruralidade, predomínio de homens na população, que é mais idosa em comparação ao Estado e região (15,0% da população tem 60 anos ou mais de idade, no Estado esse percentual é de 13,2%). A análise das pirâmides demográficas (Acesse o infográfico) mostra que esta tendência tende a se aprofundar, com progressivo envelhecimento populacional devido à redução da natalidade, emigração e aumento da expectativa de vida. A taxa geométrica de crescimento da população de 2010 a 2015 foi positiva (0,7% a.a), menor do que o Estado e maior do que a Região do Circuito da Fé (0,5%aa). A renda per capita (R$ 448,24) é inferior ao valor da região e do Estado (R$ 853,75) e 35,2% dos domicílios, segundo o Censo de 2010, possuíam renda de até 1/2 salário mínimo. A taxa de analfabetismo (10,9%) é maior do que a do Estado (4,33) e maior do que a da região.  Esses índices caracterizam o município como pertencendo ao grupo 5 do Índice Paulista de Responsabilidade social (IPRS) (Municípios mais desfavorecidos, tanto em riqueza quanto nos indicadores sociais). O IDHM calculado em 2010 foi de 0,678, inferior ao do Estado,  0,783.

Essas condições trazem inúmeros desafios para a organização do  sistema  de  saúde,  como:  vencer  as

distâncias a serem percorridas para chegar às pessoas, pois a população é pequena e  dispersa  no  território; prevenir e cuidar das condições crônicas, que aumentam com o envelhecimento da população e as acompanham por toda a vida; captar e fixar profissionais na atenção primária em saúde e dar acesso aos tratamentos especializados, que devem ser realizados em municípios de referência na Região, especialmente Guaratinguetá, Cruzeiro e Taubaté. Como veremos, a implantação da estratégia saúde da família e a organização da Rede Regionalizada de Saúde responderam a alguns desses desafios.

(Dados: Fundação Seade, perfil municipal, consulta em 02 de fevereiro de 2016)

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PLANEJAMENTO

TERRITÓRIO

Uso do solo

CIDADE

LOCALIDADES

CULTURA, IDENTIDADES E CONEXÕES

A cultura tropeira, histórica no Vale do Paraíba e resgatada no final da década de 1970 como forma de valorizar o passado, dar sentido ao presente e dinamismo à economia, conecta municípios do Vale que não se avizinham pela fronteira: Jambeiro, o distrito de São Francisco Xavier, São José do Barreiro, Silveiras…

Segundo o belíssimo portal ‘Silveiras em Foto‘, “O tropeirismo transformou-se em marca definitiva de município, com estátuas, restaurante, hospedaria, publicações, Fundação, formando um leque diferenciado das outras comunidades regionais.  O município ressuscita nesta jornada pela arte e cultura, o turismo rural e o ecoturismo já representam bastante espaço diante de jovens que resolveram FICAR em Silveiras, interrompendo o ciclo de decadência havidos por dezenas de anos.” Nesse movimento, o rural se reinventa.

Fotografia: Roberto Seba, em <http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,ERT176202-18292,00.html>

Assim como ocorreu com o tropeirismo, o artesanato local foi incentivado e se ampliou como atividade cultural e socioeconômica a partir da comunidade local organizada que buscava, há mais de 30 anos, formas de reavivar a economia e os ânimos de uma população que se via perdendo os jovens que emigravam em busca de alternativas de trabalho.  O artesanato hoje movimento a economia e conecta, via internet, o pequeno município paulista ao Brasil e ao mundo.

Fotografia: Pássaros do Vale Histórico, Atelier Entre no Paraíso , artesão João Camilo

Fonte: http://www.silveirasemfoto.com/p/um-pouco-de-nossa-historia.html e

http://www.entrenoparaiso.com/historia.html

“Nascer e morrer, como os demais atos da vida em Silveiras, inseriram-se numa marcante atmosfera religiosa”. As precárias condições de existência e a circulação restrita da cultura letrada, dominada por eclesiásticos fazia da religião uma visão de mundo, aquela que interpretava e dava sentido à vida.   Essa observação, de Vera Lucia Vilhena de Moraes, poderia se estender a tantas das cidades do Vale no período colonial.  Em Silveiras, que guarda o nome da família cuja propriedade originou a cidade, com seus oratórios e capela, a religiosidade ainda está presente nas inúmeras festas e devoções, agora de diferentes matizes religiosos. Teria a precariedade da vida sido eliminada? O que fornece hoje aos Silveirenses o sentido da vida? Venha descobrir…

Fonte: http://www.silveirasemfoto.com/p/blog-page_1808.html Consulta em 03/02/2016